O Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estudarão possível integração entre o Hospital Federal da Lagoa e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, no Rio de Janeiro.
Nesta sexta-feira (28), foi assinado um termo de cooperação para dar início ao levantamento preliminar. A iniciativa é mais um passo na reestruturação que o governo federal realiza na rede federal de hospitais na capital fluminense.
O estudo terá duração de 60 dias e fará um diagnóstico das duas unidades. Segundo o ministro da Saúde Alexandre Padilha, o objetivo é entender como aproveitar melhor as estruturas e ampliar a oferta de serviços.
O presidente da Fiocruz, Mário Moreira, lembrou que o Instituto Fernandes Figueira recentemente completou 100 anos de existência e comemorou a perspectiva de expansão dos serviços da unidade.
“Vamos oferecer não só ao Estado do Rio de Janeiro, à cidade do Rio de Janeiro, mas ao Brasil, um serviço de excelência, como sempre fazemos, mas ampliado, com mais serviços, mais leitos, mais atividades de preparação e de referência, tornando a Fiocruz, de fato, estratégica para o estado brasileiro”, afirmou.
Com o Termo de Cooperação, também foi assinado o novo plano de apoio e reestruturação de 75 maternidades no país, que registram os maiores índices de mortes maternas. O plano contará com a consultoria do Instituto Fernandes Figueira. Alexandre Padilha informou que serão investidos R$ 24 milhões nesse projeto. Desse total, R$ 6 milhões já foram repassados para investimento em 25 instituições.
O ministro Alexandre Padilha ainda comentou sobre denúncias de medicamentos que estariam em falta no Instituto Nacional do Câncer (Inca) há pelo menos três meses. Padilha afirmou que se reuniria com a diretoria do Instituto para obter um diagnóstico da situação e ajudar a solucionar o problema.
Em nota, o Inca informou que a maioria dos insumos e medicamentos que tiveram interrupção no fornecimento já foi comprada e os estoques estão regularizados, com os itens restantes em fase de entrega ou de conclusão do processo de compra. O Instituto também esclareceu que a reposição de medicamentos básicos e insumos nas suas unidades não é de responsabilidade do Ministério da Saúde.
Agência Brasil