Saude

Rio de Janeiro registra queda de 18% na mortalidade materna

O estado do Rio de Janeiro registrou queda de 18% no índice Razão da Mortalidade Materna na comparação entre 2024 e 2023. O indicador mede o número de mortes relacionadas a complicações da gravidez, parto e puerpério em relação aos bebês nascidos vivos.

Os dados mostram que a redução foi de 75,5 para 61,8 a cada 100 mil nascidos vivos. Segundo a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, em números absolutos, a queda chegou a 24%. Foram 101 óbitos no ano passado, contra 133 em 2023.

A redução da mortalidade materna é uma das metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). O Brasil estabeleceu como meta 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030.

Luciane Velasque, superintendente de Informações Estratégicas da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, que apresentou os números durante um Fórum realizado nessa segunda-feira (31), afirmou que a meta é alcançável.

No estado, a mortalidade materna no Sistema Único de Saúde (SUS) é praticamente o dobro em comparação ao setor privado. A faixa etária em que houve mais ocorrências, em 2023 e 2024, é a dos 30 a 39 anos, com registro de aumentos importantes na faixa de 10 a 14 anos. As mulheres negras têm o dobro dos casos de mortalidade na comparação com as brancas.

Mais de 30% das mortes maternas no território fluminense se deve a doenças pré-existentes que complicam a gravidez, o parto ou puerpério. A diretora da Divisão de Dados Vitais da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, Ângela Cascão, também destaca que mais de 14% dos casos tiveram relação com transtornos hipertensivos durante a gestação, que são os quadros de eclâmpsia e pré-eclâmpsia.

“É uma causa totalmente prevenível, não dá para aceitar que as mulheres morram por conta de hipertensão. E mesmo a gente já tendo saído da covid, ainda tem doença infecciosa que complica a gravidez. E como quinta causa, a questão da infecção perinatal’, afirmou.

Entre as iniciativas citadas no Fórum para a redução da mortalidade materna no Rio de Janeiro, estão a reativação dos Comitês de Mortalidade Materna nos municípios e os investimentos nas maternidades estaduais, entre elas, a reforma e a modernização das enfermarias de pós-parto do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, na região metropolitana do Rio.


Agência Brasil

Deixe um comentário